Operação Fluxo Oculto cumpre mandados em áreas nobres de São Paulo, em 28 de maio de 2026 (Foto Receita Federal)

São cobrados cerca de R$ 7,7 bilhões de dívidas com a Receita, e, aproximadamente, R$ 22,9 bilhões em débitos com a PGFN

Fonte: Eixos

A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) começaram a notificar 61 empresas do setor de combustíveis consideradas possíveis devedoras contumazes. Juntas, elas devem mais de R$ 30,6 bilhões à União.

São cobrados cerca de R$ 7,7 bilhões em dívidas com a Receita, e, aproximadamente, R$ 22,9 bilhões em débitos com a PGFN.

As empresas notificadas terão 30 dias para regularizar os débitos, adequar o patrimônio informado ou apresentar defesa administrativa, que pode incluir a descaracterização como devedor contumaz.

Caso não haja regularização ou a defesa não seja acolhida, a legislação prevê medidas como a inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público (Cadin), a proibição de contratar com o Poder Público, a vedação à transação tributária, o impedimento de benefícios fiscais, a declaração de inaptidão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e a proibição de recuperação judicial ou a convolação.

Segundo a Receita e a PGFN, a medida visa coibir práticas reiteradas de inadimplência estratégica.  O setor de combustíveis foi o segundo a entrar na mira dos órgãos, que iniciaram as ações de notificação pelo setor fumageiro.

“Essas condutas impactam negativamente a arrecadação, comprometem o financiamento de políticas públicas e causam distorções no mercado, ao permitir que empresas que não cumprem suas obrigações concorram de forma desleal com aquelas que atuam regularmente”, afirmaram os órgãos, em nota.

Ministério da Fazenda não notificou empresas que enfrentam dificuldades financeiras legítimas.

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