Resolução será submetida à próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, ainda sem data marcada
Fonte: eixos
O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), disse nesta terça-feira (9/6) que está comprometido em apresentar a resolução que determina o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina para 32% (E32) em até 15 dias.
“[Quero] me comprometer que nos próximos 15 dias nós submeteremos uma resolução ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que a gente possa avaliar o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina”, afirmou Silveira a jornalistas após encontro com o presidente Lula e representantes do setor de biocombustíveis no Palácio do Planalto.
O próximo encontro do CNPE ainda não tem data marcada. A reunião era prevista para 7 de maio, foi adiada para 11 de maio e, em seguida, cancelada.
Dias antes do adiamento, o presidente Lula (PT) chegou a anunciar que, além do etanol, o governo aumentaria também a mistura de biodiesel, o que não estava previsto na pauta do CNPE. E até o fechamento desta edição, não havia previsão de incluir o B16 na pauta.
A posição do MME é de que o avanço do teor de biodiesel dos atuais 15% para 16% depende de testes.
Já no caso do etanol, a pasta afirma que os estudos para validar a mistura de 30% em vigor hoje comtemplaram também o E32.
Impacto da guerra
Em agosto de 2025, o patamar de etanol na gasolina foi elevado para 30% (E30), a partir da sanção da Lei do Combustível do Futuro, que já prevê futuros aumentos.
Segundo o governo, o E32 ganhou urgência para o agronegócio com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que elevou os preços dos barris de petróleo.
“É uma guerra que não depende de nós, mas que todas as medidas necessárias para que a gente possa ter o menor impacto possível no Brasil, como temos conseguido, tanto com as subvenções quanto com as desonerações, a gente possa chegar na bomba com o menor preço de combustível no Brasil”, afirmou o ministro.
De acordo com Silveira, o E32 permitirá ampliar o consumo de combustível renovável produzido no país, fortalecer a segurança energética nacional e reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente 454 milhões de litros.
“Um tema fundamental para a segurança energética, para a descarbonização, para aumentar ainda mais a mistura do etanol anidro na gasolina e poder com isso nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina e com isso minimizando os impactos também da guerra, que nós sabemos que não é uma guerra nossa”, comentou Silveira.
Segundo o MME, a ampliação da mistura obrigatória também contribuirá para evitar a emissão de cerca de 552 mil toneladas de CO₂ equivalente.
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