Refinaria Scotford da Shell, no Canadá (Foto John Ulan/Epic Photography)

Exportações globais de diesel caíram 25% em agosto.

O período de maior demanda global de diesel está começando esta semana, com os piores indicadores para o suprimento em pelo menos uma década.

  • O final de setembro marca a chegada do outono no Hemisfério Norte — e o aumento do uso de combustível para aquecimento —, além do início do plantio da safra em diversos países, incluindo o Brasil.
  • Mas este ano esse período de maior consumo chega após meses de estresse no mercado global, com diversas refinarias do Oriente Médio e da Rússia impedidas de exportar ou operar devido às guerras.

As exportações globais de diesel em agosto ficaram em apenas 5,85 milhões de barris/dia, queda de 25% na comparação anual, segundo dados da S&P Global Energy.

  • “O próximo desafio é a adaptação a um mundo em que a oferta segue restrita por mais tempo do que o esperado. Os estoques estão baixos, a capacidade ociosa de refino é escassa e a demanda sazonal está prestes a se intensificar exatamente no pior momento”, diz o diretor executivo da S&P Global Energy, Karim Fawaz.

A maior utilização de refinarias nos Estados Unidos, América Latina e Europa não está conseguindo compensar a capacidade dos ativos que estão fora de operação. 

    • Em agosto, a média global de petróleo bruto processado nas refinarias caiu 6 milhões de barris/dia na comparação anual.
    • Nos EUA, os estoques de diesel estão abaixo da média dos últimos cinco anos, alerta a consultoria.

A crise também afeta outros combustíveis. A S&P Global Energy calcula que os estoques globais de gasolina iniciaram setembro no menor nível em dez anos.

  • Com diversas refinarias priorizando a produção de diesel para atender ao pico da demanda, o Goldman Sachs apontou em relatório divulgado esta semana que os preços da gasolina podem sofrer picos nos próximos meses.

Efeitos diretos na economia. A pressão sobre os combustíveis já tem reflexos na inflação em diversos países.

  • Esta semana, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, na primeira alta desde julho de 2023 (G1)
  • Este mês, o Banco Central Europeu também elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual para 2,5% ao ano (Valor)

Os impactos desse cenário para o Brasil estão no centro das discussões da ROG.e,  que ocorre a partir de segunda-feira (21) no Rio de Janeiro. O estúdio eixos estará por lá! Acompanhe a cobertura pelo nosso site e no canal do YouTube

Fonte: Eixos

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