Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais deu início à campanha “O Mundo Movido a Etanol”
A campanha "O Mundo Movido a Etanol", da SIAMIG, estimula o consumo de biocombustível em Minas Gerais com foco na economia e na segurança energética
Com o objetivo de estimular o uso do etanol hidratado e aproveitar um cenário de alta competitividade frente à gasolina, a SIAMIG Bioenergia (Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais) deu início à campanha “O Mundo Movido a Etanol”. A iniciativa foca estrategicamente no interior de Minas Gerais, região que desponta como o principal motor do consumo de combustíveis no estado.
A escolha pelo interior mineiro não é por acaso. De acordo com a entidade, os municípios fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) respondem por aproximadamente 72% do consumo de combustíveis do Ciclo Otto no estado.
O lançamento da campanha coincide com um momento de preços favoráveis nas bombas, oferecendo um alívio financeiro imediato e economia real no orçamento mensal do consumidor. Como a frota mineira é majoritariamente composta por veículos fl ex, a escolha pelo biocombustível não exige qualquer adaptação técnica e traz ganhos práticos no dia a dia.

Além do benefício no bolso, o veículo responde de forma superior, uma vez que o etanol proporciona maior potência e torque ao motor, garantindo acelerações mais ágeis. O automóvel e o planeta agradecem a escolha; por ser de origem vegetal, sua queima limpa reduz a formação de resíduos de carbono no motor e diminui drasticamente a emissão de gases poluentes, combatendo o efeito estufa e melhorando a qualidade do ar nas cidades.
Apesar de Minas Gerais possuir uma cadeia bioenergética robusta, a participação do etanol hidratado no mercado local ainda é considerada baixa quando comparada a outros estados da federação. Esse cenário aponta para um amplo potencial de crescimento e mercado a ser explorado nos próximos meses.
Força econômica e safra histórica
O setor vive um período de forte otimismo produtivo. As estimativas para a safra 2026/2027 em Minas Gerais projetam a colheita de cerca de 83 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, consolidando uma das maiores marcas da história do estado.
Além da alta produtividade, o segmento bioenergético é um dos principais pilares de empregabilidade no interior. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que o setor gera aproximadamente 212 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas, movimentando a economia de dezenas de municípios mineiros.

Mercado estratégico
No cenário nacional, a transição para fontes limpas posiciona o biocombustível como um dos maiores ativos econômicos e ecológicos do Brasil. Além de gerar emprego e renda no campo, o fortalecimento da cadeia do etanol consolida a liderança do país na agenda global de descarbonização, mitigando os impactos das mudanças climáticas e reduzindo drasticamente as emissões de gases poluentes na atmosfera.
Estrategicamente, a valorização dessa matriz energética nacional confere ao país uma sólida soberania energética, blindando a economia interna contra a volatilidade de preços e as crises geopolíticas que frequentemente afetam o mercado internacional do petróleo.
Segurança energética
Para o presidente da SIAMIG Bioenergia, Mário Campos, o momento para intensifi car o diálogo com o consumidor é exato. “Focamos essa conversa no interior, que concentra grande parte do consumo de combustíveis do estado. Além da economia para o motorista, o etanol reduz a dependência dos combustíveis fósseis e fortalece a independência energética do Brasil”, destaca o executivo.
Ao posicionar o etanol como uma escolha racional e ecológica, a campanha “O Mundo Movido a Etanol”, desenvolvida pela agência Filadélfi a, também joga luz sobre o papel estratégico do biocombustível na segurança energética nacional. Produzido integralmente em solo brasileiro, o etanol oferece mais do que sustentabilidade: garante estabilidade fi nanceira. Por ser uma fonte limpa e independente, ele neutraliza o impacto das oscilações do barril de petróleo causadas por confl itos e tensões geopolíticas globais.

Fonte: O Tempo
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