Bomba de combustível - Marina Abreu
Reunião do CNPE foi adiada sem nova data prevista
O aumento do percentual de etanol na gasolina ficou sem horizonte definido, depois que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) desmarcou a reunião prevista para esta quarta-feira (24/6), sem previsão de uma nova data.
- A expectativa era que o conselho aprovasse o aumento para 32% (E32), após promessas do presidente Lula (PT) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), nas últimas semanas.
- Havia incertezas sobre o início da validade da medida, que poderia ser marcada para julho ou agosto.
- Inicialmente, a promessa de Silveira era que a elevação da mistura seria “temporária” e em “caráter emergencial”, por até um ano.
Já é a segunda vez que isso acontece: em maio, a reunião do CNPE que pretendia debater o E32 também foi cancelada.
A janela de oportunidade para a discussão pode estar se fechando: o aumento do uso de etanol vinha sendo defendido pelo agronegócio como uma das medidas para lidar com a alta global nos preços dos combustíveis fósseis em meio à guerra no Oriente Médio.
- Estados Unidos e Irã têm avançado nas negociações do acordo de paz, o que ajudou a acalmar as cotações internacionais do barril de petróleo.
- Na terça-feira (23/6), o Brent para setembro encerrou em baixa de 0,93% (US$ 0,72), a US$ 76,80 o barril.
Ainda assim, o tema tende a seguir no radar do governo, que é a favor do aumento sob o ponto de vista da segurança energética e da redução da dependência de importações de combustíveis.
- O MME calcula que o E32 pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em 454 milhões de litros e evitar a emissão de 552 mil toneladas de CO2 equivalente.
A própria Lei do Combustível do Futuro já prevê futuras elevações na mistura de etanol além dos 30% atualmente em vigor, que passaram a valer em agosto de 2025, quando a lei foi sancionada.
Fonte: Eixos
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