Foto: Pedro Kirilos/ Estadão

O aval foi dado em reunião nesta quarta-feira (29), após dias de ruídos sobre um possível reajuste no preço do diesel, que está defasado em relação às cotações internacionais

O conselho de administração da Petrobras concluiu que a companhia seguiu de forma correta a política de preços de combustíveis durante o ano passado e início deste ano, segundo fontes consultadas pelo Valor. A leitura foi dada em reunião nesta quarta-feira (29), após dias de ruídos sobre um possível reajuste no preço do diesel, que está defasado em relação às cotações internacionais, de acordo com consultorias especializadas.

“A atual política de preços tem o mérito de acomodar oscilações baseadas em fatores voláteis como o dólar e o Brent. Com isso, evita que os reajustes mais pareçam um eletrocardiograma”, disse uma pessoa que acompanha a discussão.

Nem todos os conselheiros concordaram sobre o cumprimento da política de preços. O Valor apurou que houve uma discordância. A visão do conselho não interfere em uma possível mudança de preços. A decisão sobre eventual reajuste nos combustíveis cabe à diretoria-executiva, que se reúne ainda nesta semana, segundo a colunista Ana Flor, da GloboNews.

Reajuste do ICMS

No sábado (1º ) o consumidor já vai sentir um aumento nos preços dos combustíveis nas bombas, uma vez que entra em vigor o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O imposto sobre a gasolina aumentará em 7%, para R$ 1,47. Sobre o diesel, o ICMS subirá 5%, para R$ 1,12.

Reunião com Lula

A agenda da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deixou o debate sobre possíveis reajustes nas refinarias mais fervoroso. A executiva foi a Brasília na segunda-feira (27) para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e Rui Costa, da Casa Civil. Não houve anúncio oficial após o encontro. Conforme apuração da colunista Ana Flor, Chambriard disse que a Petrobras deve elevar o diesel nas próximas semanas entre R$ 0,18 e R$ 0,24 por litro. Procurada, a Petrobras não respondeu.

Conforme os cálculos da StoneX, o diesel da Petrobras está R$ 0,37 abaixo da paridade de importação, ou 10,9%. A gasolina da estatal está R$ 0,12 abaixo da cotação internacional, ou 4,3%.

A defasagem dos preços da Petrobras tem reduzido nos últimos dias, ajudada pela desaceleração do câmbio e do petróleo. Ontem, o Brent caiu 1,15%, a US$ 75,61. Em janeiro, a commodity acumula alta de 1,85%. O dólar caiu 0,06%, a R$ 5,86, e acumula queda de 5,08% no mês. 

Íntegra da matéria : Valor Econômico ( conteúdo para assinantes)

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