Placa em posto de combustíveis indica preço da gasolina a R$ 6,44 (Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Governo inicia redução gradual dos subsídios para o diesel e gasolina
O governo vai iniciar, a partir desta quarta-feira (01/7), o fim gradual das medidas adotadas para lidar com a alta global dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio, começando pela retirada do subsídio de R$ 0,36 ao diesel.
- Esse subsídio, pago num modelo de “cashback”, foi adotado em junho e equivale à desoneração de impostos federais que valeu nos três primeiros meses da guerra.
- A Petrobras confirmou na terça (30) que vai reduzir o preço do diesel no mesmo valor da reoneração. Ou seja, na prática, o combustível vendido às distribuidoras não terá alteração de preço.
- Resta, ainda, uma subvenção adicional de R$ 1,12 por litro de diesel, que segue em vigor por enquanto.
Em coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou também que deve começar nos próximos dias a reduzir a subvenção para a gasolina, de R$ 0,44 por litro.
- Ainda está em análise a continuidade dos alívios ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de cozinha”, e do querosene de aviação (QAV).
- Hoje, as medidas têm validade até 31 de julho.
Durigan já vinha sinalizando que poderia rever as medidas adotadas para lidar com a guerra, após o alívio nas cotações internacionais do barril de petróleo com o acordo temporário de paz entre Estados Unidos e Irã.
- O barril tem se aproximado das cotações pré-guerra. Na terça (30), o Brent para setembro recuou 1,3%, a US$ 72,95 o barril.
- Relembre: Petróleo volta à casa dos US$ 70 pela primeira vez desde março.
Além dos subsídios, há ainda uma série de medidas cujo futuro segue em avaliação. É o caso do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, que foi judicializado.
- A medida provisória que instituiu a cobrança expira no início de julho, mas a equipe econômica cogita renovar a medida.
Outros efeitos. Durigan indicou que o projeto de lei concebido pelo governo para usar o excedente de arrecadação do petróleo para segurar os preços dos combustíveis (PLP 114/2026) perdeu o objeto.
- O destino do projeto será definido em reunião nesta quarta (01) entre representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB).
Enquanto isso, ANP trabalha. A diretoria da agência fez uma reunião extraordinária na terça (30) para deliberar sobre a regulamentação dos critérios de abusividade nos preços dos combustíveis.
- Essa foi uma das tarefas atribuídas à agência para garantir a eficácia das medidas adotadas pelo governo federal para lidar com a crise global.
- Confira a reprise da reunião na íntegra no YouTube da agência eixos.
Nos EUA, ameaças a postos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação.
- “É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!”, escreveu em publicação no Truth Social.