Representante do Sitramonti-MG informou aos trabalhadores, nesta segunda (24/11), as definições do acordo feito com TRT e a refinaria

Negociação foi feita nesta segunda entre uma comissão dos profissionais, o TRT e a refinaria; cerca de 2.000 funcionários paralisaram atividades durante o período

Após oito dias de greve, trabalhadores terceirizados da Refinaria Gabriel Passos (Regap) retornaram ao trabalho nesta terça-feira (25/11), após as definições de um acordo firmado nesta segunda (24/11), durante reunião realizada entre uma comissão dos profissionais, membros do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) e representantes da Regap. 

Segundo Vilmar de Souza e Silva, secretário-geral e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Montagens, Manutenções e Prestação de Serviços nas Áreas Industriais do Estado de Minas Gerais (Sitramonti-MG), que participou da reunião, entre as definições estabelecidas na reunião está a de que a empresa se comprometeu a praticar os valores da tabela salarial da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada em Araucária (PR), a qual seria superior à da Regap. No entanto, de acordo com o sindicalista, a reivindicação dos trabalhadores era a tabela da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). 

Outra mudança acordada refere-se ao pagamento do adiantamento e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o qual, segundo ele, estava suspenso. Conforme revelou Vilmar de Souza e Silva, o tribunal determinou que o adiantamento seja quitado em até 24 horas e que a PLR seja paga aos trabalhadores em, no máximo, 48 horas. 

Ainda segundo o sindicalista, foi definido o aumento do valor da cesta básica, de R$ 900 para R$ 1.100, e da cesta de Natal, de R$ 350 para R$ 700. 

Apesar de as definições terem sido firmadas em acordo, um dos trabalhadores, que aguardava a decisão em frente à Regap, nessa segunda (24/11), afirmou à reportagem que não está satisfeito. “Nossas reivindicações foram pouco atendidas, longe do que foi solicitado. Queremos a equiparação salarial, porque é muito desigual o pagamento para as mesmas funções, com diferença chegando a R$ 2.000”, declarou um colaborador, que atua como lixador e preferiu não se identificar.

Segundo o Sitramonti-MG, mais de 2.000 trabalhadores efetivos, de diferentes empresas que prestam serviços à Regap, participaram da mobilização ao longo do período. “No primeiro dia de greve, tivemos uma reunião com o TRT, quando o desembargador determinou a necessidade de manter 60% dos trabalhadores dentro da refinaria, o que foi cumprido”, disse o secretário-geral do sindicato.

Procurada pela reportagem, a Regap afirmou que, “no desenvolvimento de suas atividades, realiza a contratação de empresas prestadoras de serviços e não interfere nas relações entre as empresas contratadas, seus trabalhadores e sindicatos”. “A companhia reforça que todos seus contratos de serviços estão em conformidade com a legislação vigente e seguem rigorosa fiscalização. A companhia opera de acordo com os mais elevados padrões, prezando sempre pela segurança de seus trabalhadores, de seus ativos e do meio ambiente”, diz texto de nota enviada pela refinaria.

O TEMPO Betim também tentou falar com o TRT e, até o fechamento desta matéria, não havia obtido retorno.

Fonte: O Tempo Betim

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